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Ao 3º encontro com o João Pinto, fiquei mais feliz!

16. 11. 25

 

Nota da Redacção:

Pedindo desculpa ao nosso leitor António Vicente e não o querendo censurar na sua escrita, a Redacção das “Mentiras do Arnaldo”, mesmo sabendo que o tipo de linguagem utilizada no norte do país é vulgar, principalmente na zona do Porto, achámos por bem não publicar algumas palavras integralmente para não ferir susceptibilidades, já que o nosso site comporta leitores do país inteiro.

Renovando as nossas desculpas e agradecendo o envio do texto, aqui deixamos os nossos cumprimentos a António Vicente.

 

Resolvi voltar a escrever para as Mentiras do Arnaldo, pois tendo-me deslocado por deveres profissionais à zona de Aveiro, foi com alguma surpresa que, onde eu não esperaria encontrar ninguém conhecido, se me deparou a figura do meu camarada João Pinto.

Olha este grande filho da p..a! Agora estás com melhor aspecto ca….o!

Ele, um bocado encavacado mas mais sorridente do que da última vez que nos encontrámos, lá me foi dizendo que agora parece que as coisas vão correr melhor daqui para a frente.

Disse-lhe eu, só se for para ti, porque para a malta do Porto está tudo uma merda, a sede do partido que era tão importante foi já ao ar, ide-vos embora e os poucos simpatizantes que existiam foram todos por água abaixo e é assim que o partido quer alargar a militância?

Um bocado comprometido, mas sempre sorridente, disse-me que lamentava ter deixado os camaradas e os simpatizantes da zona do Porto, achava que o trabalho dele não foi bem reconhecido pelo partido, mas estando ao serviço do PCTP/MRPP, tinha que obedecer e ir para onde o mandassem.

Também lhe disse que desta vez, tinham deixado o ca….o do artigo dele sobre a Urgeiriça ficar no Luta Popular, pelo menos mais tempo do que o outro.

Respondeu-me que agora a situação estava melhor no partido e a situação dele também se estava a compor, o que me leva a acreditar, para quem eu encontrei tão desiludido e com um aspecto de mendigo, que provavelmente estaria a receber alguma coisa do partido agora, pois o João Pinto que eu vi neste último encontro já me lembrava o de antigamente.

Antes de me despedir ainda fui dizendo, que talvez o camarada Arnaldo Matos agora tivesse mais dinheiro devido às várias contribuições da altura das eleições dos Açores, ao que ele me respondeu que agora o camarada tinha posto dinheiro do bolso dele e daí a situação estar melhor.

Despedi-me dele ficando com a sensação de que qualquer homem tem um preço, especialmente se tiver a corda no pescoço!

António Vicente

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt