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35 Horas “Hard-Core”

in Poesia
16. 06. 03

Arnaldito voltou ao ataque
Num momento de bonança!
Escolheu outra vez as 35 horas
Para editar, no Dia da Criança!

Se alguém fizer uma analogia
Com este dia bem baril!
Pensará que o Arnaldito
Apoia a exploração infantil!

Num dia para a criançada
Palavreado muito “ecléctico”!
Se os pais lerem o Luta Popular
Dá-lhes um ataque epiléptico!

Para um “grande comunista”
Escreve sem qualquer medo!
Fala de sexo à boca cheia
De si e do seu putedo!

Que grande artigo “didáctico”
Que a mais ninguém lembrava!
Só o sémen do “educador”
Quando ainda se masturbava!

Aproveita ainda os liquidacionistas
Para dar mais uma ferroada!
O homem está apopléctico
Não consegue dizer mais nada!

Como se não houvesse outras lutas
Sem ser a dos horários!
Mas como o partido está parado
Quem se lixa são os operários!

Não tem tento na língua
Este presumível “comunista”!
Ataca a seu belo prazer
Não é Papa, mas é papista!

De borco está ele há muito
Tentando achar culpados!
Para disfarçar os seus erros
E enganar os frustrados!

Palra este papagaio bigodaças
Com o mais fino descaramento!
Para enganar a populaça
Da sua falta de discernimento!

Arnaldito está muito desvairado
E ataca todos, por todos os lados!
Pois nesta dialéctica “marxista”
Até entram os cães capados!

Os seguidistas acham muito bem
Esta verborreia “revolucionária”!
Enquanto o “chefe” se “delicia”
Não há actividade partidária!

Acham os lerdaços do partido
Que estão no bom caminho!
Nunca mais falaram no congresso
Proibidos pelo seu querido “chefinho”!

Estão pelo país a cair de podres
Os famigerados cartazes!
Quem se ri das 35 horas
São patrões e seus capatazes!

São quadras para achar a verdade
Fica desde já aqui apalavrado!
No decorrer dos próximos tempos
Continuará Arnaldito a ser desmascarado!

Asdrúbal Mil-Folhas

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt