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Os Queixinhas

in Poesia
16. 05. 19

Em tempos foi um partido
Que se tornou numa seita!
Hoje não se consegue cura
Para tão terrível maleita!

Existem lá uns fulanos
Com a boca cheia, de dialéctica!
São serviçais do Arnaldito
Que pose mais patética!

Num assomo de virilidade
Começaram com as queixinhas!
Alguns até já têm idade
P’ra não ser lambe-botinhas!

Até se lembraram agora
De um célebre par de sapatos!
Desceram mesmo ao fundo
Os lacaios do Arnaldo Matos!

Outros dizem no seu saber
Que agora fez-se luz!
Arrotam postas de pescada
Das terras de Santa Cruz!

Até falam consternados
Sentindo um grande abalo!
Dizem que Garcia Pereira olhava
O povo de cima do cavalo!

Mas que seita me saiu
Este grupo de oportunistas!
Vão acabar com o partido
São eles os Liquidacionistas!

Entraram na ofensa pessoal
Estes malfadados “artistas”!
Acham que esta dialéctica
Até faz deles “comunistas”!

Tão enganados estão
Eles e o seu pastor!
A procissão está no adro
Ainda não saiu o andor!

Falam muito, sim senhor
Mas contam grandes petas!
Acabarão no caixote do lixo
Ou escorrerão para as sargetas!

Asdrúbal Mil-Folhas

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt