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O Guardador-Mor

in Poesia
16. 05. 11

Estava eu de guarda à sede
Por causa dos ataques do Daesh
Entrou sua senhoria e disse:
Nesses papéis ninguém mexe!

Tenho aí guardado material
Que me interessa de sobremaneira
Para desferir mais uns ataques
Ao “camarada” Garcia Pereira!

E tu meu bom Álvarito
Lacaio de quatro costados!
Abre o olho e prepara-te
Que de novo vamos ser atacados! 

O meu nome é Arnaldo
Para os amigos Arnaldito!
Se o tribunal desconfia 
Começo a ficar muito aflito!

Não fiz congresso, nem convenção
Cartazes, nem vê-los!
Tenho os “arnalditos” na mão
Mas arrisco-me a perdê-los! 

Este ano para variar
Vou alugar uma mansão!
Antes que me venham tramar
E me retirem a subvenção! 

A campanha corre da melhor maneira
Contra os liquidacionistas!
Digo mal do Franco e Garcia Pereira
E afasto-me sem dar nas vistas!

Já sabes meu lacaio Álvaro
A tua ascensão é levada a mal!
Não te preocupes “camarada”
Vou “fazer-te” secretário-geral!

És tu o secretário-geral
Deste reino que não é plebeu!
Mas ficam já todos a saber
Que quem manda aqui, sou eu!

 

Asdrúbal Mil-Folhas

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt