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A Alucinação Colectiva!

in Poesia
16. 07. 20

A Alucinação Colectiva!

I
Arnaldito, troca-tintas de mérito
Peremptório e alucinado disse!
Olha lá Júdice, bom lacaio 
Escreverei sobre o camião de Nice!

II
Continua a saga do besunte
Efectuada com o mesmo trato!
Só não sabemos pelo comportamento
Se é o velho ou o novo Viriato!

III
Está instalada a paranóia
Da bajulação em catadupa!
Os que eram filhos da mãe
Tornaram-se filhos da puta!

IV
Manda também postas de pescada
Um Frederico correligionário!
Já havia tantos psitacídeos
Só nos faltava um canário!

V
Anda pelas ruas da amargura
E polvilhado de tanto banana!
Arnaldito deu a sua autorização
Para escrever, o lulu Paisana!

VI
Ficaram para trás os operários
Esses seres burgueses e analfabetos!
Agora o que importa ao educador
É pôr a corja, a evacuar os rectos!

VII
Juntou a cáfila num domingo
Expulsos, desertores e mentecaptos!
Tudo serve para o fim a que se propôs
O grande farsante Arnaldo Matos!

VIII
Escreve às dúzias de editoriais
Com a boca cheia de proletariado!
Confunde terrorismo com revolução
Com a sua verborreia, fica fascinado!

IX
Vou voltar a um traste néscio e infeliz,
Paisana é visto como reles serventuário!
Só abre a boca quando o seu dono
Para disfarçar, usa outro salafrário!

X
Toda a seita agora acha
Que tem o dom da escrita!
Escrevem a favor do terrorismo
Arranjaram-na bem bonita!

XI
Era um jornal revolucionário
Em que todos podiam participar!
Tornou-se num defensor do Daesh
Em que a palavra principal, é matar!

XII
Escrevem muito e dizem pouco
Só mesuras e balelas ao Arnaldito!
Sem qualquer plano, daqui prá frente
Ainda lhe chamarão “o maldito”!


Asdrúbal Mil-Folhas

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt