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O que o Arnaldo Matos não percebeu (ou não quer perceber)…

16. 11. 18

bonecoerrado

O que o Arnaldo Matos não percebeu
(ou não quer perceber) …

Segui o partido, as suas acções, sempre que pude e achei necessário. Nem que fosse apenas a colagem de um simples cartaz, participação numa acção de campanha, lá estive, juntamente com outros camaradas, que a grande maioria das vezes relegavam para segundo plano a vida pessoal, e algumas vezes profissional, para poder contribuir o mais possível com o PCTP/MRPP e à sua causa justa em prol dos operários portugueses.

Arnaldo Matos, um dos fundadores do nosso partido, regressa de mais de 30 anos de ausência, em que se dedicou à sua vida pessoal e profissional, como advogado da multinacional Shell, para tentar recolocar o partido no “caminho certo” de implementação junto das massas trabalhadoras e assim voltar a ganhar a força de outrora.
Desta forma, ocupa o partido e promete para breve um Congresso Extraordinário para decidir as questões mais prementes do nosso partido, algo que nunca aconteceu.

As decisões passaram a ser de forma arbitrária, centradas na vontade de Arnaldo Matos, que vai definhando o partido com decisões que apenas têm lugar num partido fascista, onde o despotismo é rei e senhor.

Assim posso concluir que Arnaldo Matos depois de todos estes anos não percebeu...

- não percebeu que (ou não quer perceber)… um partido comunista não tem dono, é de todos os operários e pessoas que em traços gerais comungam da mesma ideia de sociedade;

- não percebeu que (ou não quer perceber)… os órgãos directivos do partido são eleitos nos congressos pelos seus militantes ou pelos seus representantes e é nesse local que se discutem as ideias e formas de luta a adoptar;

- não percebeu que (ou não quer perceber)… um partido necessita de jovens e velhos. Os primeiros trazem ideias novas e associadas aos novos anseios da classe operária acompanhados pelos segundos que com a sua experiência e sabedoria orientam os primeiros;

- não percebeu que (ou não quer perceber)…o homem económico não se alterou significativamente, continuando a exploração do homem pelo homem, a sua forma de comunicar, o homem social, alterou-se de forma radical. As redes sociais, a propaganda, a transmissão do pensamento ideológico alterou-se de forma significativa. As células de empresas que Arnaldo Matos se propôs a reactivar não fazem qualquer sentido, porque a comunicação hoje flui de forma mais rápida e eficaz, fazendo sentido sim, a criação de células conforme as diferentes áreas económicas da nossa sociedade e uma comunicação que devolva ao partido às massas que se identificam com os valores da nossa ideologia;

- não percebeu que (ou não quer perceber)…não é com o medo que se constrói um partido forte, com pessoas que lhe sejam submissas. Um partido forte e coeso constrói-se através da dialéctica, da construção de ideias, aprendendo o legado de Marx, Engels e Lenine e lutando de forma permanente contra as grandes corporações mundiais (advogado da Shell ??), estas sim, servem-se do medo e do seu poder económico para condicionar a acção dos proletários de todo o mundo;

- não percebeu que (ou não quer perceber)…um comunista não cede a ameaças, nem com ofensas verbais ou físicas. Um comunista permanecerá de pé perante qualquer injustiça, principalmente quando esta acontece dentro do seu próprio partido e fará tudo ao seu alcance para expurgar qualquer parasita;

- não percebeu que (ou não quer perceber)…que o comunismo é a única ideologia politica que ainda não recebeu o “neo”, nem nunca receberá, porque estará sempre actual, será uma força contínua que não depende nem de Arnaldo Matos nem de ninguém para atingir o seu estádio supremo do fim do capitalismo burguês e do seu Estado;

- não percebeu que (ou não quer perceber)…está a mais, já não possui força, ideias e gente que o oiça. Que não há ninguém que esteja para aturar a sua esquizofrenia, má educação, aturar os seus delírios e para ser subserviente a um déspota que, afinal, nunca soube interpretar na prática o comunismo, querendo apenas viver dos luxos que o partido lhe podia proporcionar.

Camaradas não tenham medo porque a luta será contínua, haverá sempre a mão de um operário pronta a levantar o estandarte do comunismo, uma garganta a gritar liberdade, a vontade de uma sociedade mais justa e um braço pronto para trabalhar contra o fim daqueles que coloquem os interesses pessoais acima dos colectivos.

Operários de todo o Mundo Uni-vos!!!

Vladimir U.

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt