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A Sala de Espelhos de Arnaldo Matos

16. 06. 29

saladeespelhos

Publicamos e-mail recebido hoje do nosso leitor Armando S. que reflete o estado esquizofrénico, sociopático e egocentrista de Luís Júdice, analogamente relacionado com o seu educador Arnaldo Matos.

Luís Júdice citou e transcreveu ontem, no seu mural do facebook, um artigo publicado no “luta popular online” intitulado “guerra do povo à guerra imperialista”. Nesse artigo, assinado por Luís Júdice, é citado uma ensaio de Luís Júdice, transcrito a partir do blog “que o silêncio dos justos não mate inocentes”, um blog de Luís Júdice.

No artigo, que é extremamente elogioso em relação ao texto do autor, Luís Júdice diz claramente: “no seu blog o camarada Luís Júdice publicou um ensaio de enorme actualidade sob o título (...) chamando a atenção para (...) aqui se transcreve o ensaio de Luís Júdice”. E vai por aí fora, para no final do artigo, sempre fortemente elogioso a Luís Júdice, assinar - Luís Júdice.

Mas há mais, o post de Luís Júdice no facebook tem quase meia centena de partilhas. Como assim? Haverá tanta gente no universo das redes sociais que terão gostado do texto e o terão querido partilhar? Não. Nada disso. O post é partilhado quarenta e tal vezes, em igual número de grupos de reflexão política por... adivinhem quem? - claro, Luís Júdice.

O partido que Arnaldo Matos ilegalmente arrebatou vive actualmente fechado e instalado numa pequena sala de espelhos, onde ele, Arnaldo, mais dois ou três seguidores, se fascinam na paranoia de se verem infinitamente multiplicados numa multidão virtual. Deleitam-se nessa festa constante de se verem povo, vanguarda, massas, dirigentes, revolução, multidão, tudo ao mesmo tempo... e ainda vão apanhar as canas no final, e fazer a festa.

Mas o que é que diz então, exactamente, esse “ensaio” intitulado “guerra do povo à guerra imperialista”? Se alguém tiver paciência para ler, que acha que vai encontrar? Quais as ideias nobres que Luís Júdice encontrou em Luís Júdice? Pensamento político inovador? Revolucionário? Nada disso. Reparem bem no que Júdice cita, porque leu em Júdice: “Júdice ataca os oportunistas e revisionistas (...) como sucede com os liquidacionistas de Garcia Pereira e Conceição Franco, hoje agentes claramente assumidos dos próprios imperialistas e das polícias secretas.” Temos então, mais do mesmo. Sempre o mesmo. Pensamento em espiral recessiva.

Para a tal sala de espelhos, Arnaldo e Júdice transportaram também a imagem do inimigo imaginado, e vêem-no também ele replicado em toda a parte. É a paranoia instalada no lugar onde deveria haver ideias claras.

Armando S.

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt