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Resolução do Comité de Sintra de 28-12-2015

16. 06. 02

Tal como anunciado publicado hoje a segunda resolução do comité de Sintra com data 28.12.2015 igualmente enviada ao comité central do partido e igualmente a aguardar resposta.

REUNIÃO DO COMITÉ DE SINTRA

O Comité de Sintra do PCTP/MRPP reunido no dia 28-12-2015 deliberou apresentar ao Comité Central do Partido a seguinte resolução, dividida pelos seguintes pontos:

1º PontoO Comité de Sintra não tendo qualquer indicação do Comité Central, de que as suas funções estejam suspensas, em reformulação ou tenham cessado, tem todo o direito como órgão eleito dentro da organização do PCTP/MRPP, de se manter em funções até deliberação em contrário dos seus membros ou directivas emanadas do seu Comité Central.

2º Ponto – Partindo desta premissa e face à atitude do Comité Central de sistematicamente ignorar os vários alertas para apreciação de uma resolução enviada pelo Comité de Sintra com a data de 18-10-2015, vimos por este meio exigir a sua publicação no Luta Popular Online, bem como a resolução da reunião de 28-12-2015, para que a grande maioria dos camaradas tome conhecimento destas resoluções aprovadas numa reunião de um órgão legitimamente eleito e em plenas funções.

3º Ponto – Face ao desenrolar dos últimos acontecimentos dentro do partido, os membros deste comité, além da exigência das publicações citadas no 2º Ponto, irão também divulgar os dois documentos pelas várias páginas criadas pelo Partido, nas diferentes regiões espalhadas pelo país, e por outros meios de modo a que, como um partido que não tem nada a esconder, estas informações abranjam o maior número de militantes, simpatizantes e amigos do partido.

4º Ponto - Não é fácil sequer começar a falar desta convulsão em que o partido tem estado envolvido e que por vezes tão necessária é, para clarificar o papel de um Partido Comunista Marxista-Leninista no seio das massas. Por vezes é necessário tomar medidas, que podem parecer muito graves, mas que são urgentes e defensoras de uma linha comunista ao serviço do povo. Dentro de um Partido Comunista, também se desenrolam lutas que em nada são diferentes, daquelas que acontecem entre as duas classes que constituem a nossa sociedade, ou seja, entre a classe do capital e a dos explorados.

5º Ponto - Serve esta análise, em nosso entender, para explicar aquilo que nós temos defendido durante estes anos todos, e que mediante um trabalho, que talvez em certos momentos não correspondesse aos anseios da classe trabalhadora, foi virado sempre para um único sentido, o de defesa dos direitos de quem trabalha e é explorado pelo sistema capitalista. Como dissemos já atrás, não são às vezes as medidas, que podem ser necessárias para voltar ao caminho correcto, mas sim os métodos para as impôr que se deve questionar. E é aqui que nós gostaríamos de chamar a vossa atenção, para os métodos utilizados por quem os deveria ter proposto e não os ter imposto, sem consultar os demais camaradas num colectivo de militantes, aberto a todas as questões e opiniões.

6º Ponto - Qualquer militante de um Partido Comunista, pode e deve interpelar o seu Comité Central, se achar que o papel desempenhado por esse órgão eleito, não está a desempenhar as funções para que foi eleito ou está a atraiçoar a classe trabalhadora e os seus camaradas, desviando-se de uma linha Marxista-Leninista.

7º Ponto - Não pomos em causa o valor, a disponibilidade e a compreensão da ideologia Marxista-Leninista, e acima de tudo, a vontade de que o PCTP/MRPP, na nossa e na óptica do camarada Arnaldo Matos, pudesse voltar ao caminho por que foi criado e fundado como um verdadeiro Partido Comunista Marxista-Leninista, vanguarda e defensor da classe operária. O que pomos em causa é que o camarada Arnaldo Matos, estando afastado e não estando formalmente inscrito como militante do PCTP/MRPP (Ver artigo da Comissão Política Organizadora do Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP, publicado em 28-10-2015, na secção Jornal de Parede), deliberou e impôs de uma forma ditatorial, o afastamento de certos camaradas, que deveriam ter sido ouvidos num colectivo de militantes. Só após expostas as razões da sua conduta e analisado o seu comportamento, é que os camaradas poderiam ouvir as medidas propostas e então decidir livremente as acções a tomar quanto ao seu papel dentro do partido.

8º Ponto - Por tudo o que foi escrito até aqui, torna-se claro, pensamos nós, que não nos revemos, principalmente nos métodos utilizados e nas medidas impostas. Como conclusão desta nossa análise, decidimos suspender a nossa actividade partidária, até achar que o papel do PCTP/MRPP como um verdadeiro Partido Comunista Marxista-Leninista integre todas as opiniões, expressões e soluções e seja um garante de total liberdade e defesa da classe operária, mas também dos seus militantes.

Todos estes pontos expostos nesta resolução, foram aprovados por unanimidade pelo Comité de Sintra.

VIVA O PARTIDO, VIVA O PCTP/MRPP!

                                                                                                  O COMITÉ DE SINTRA DO PCTP/MRPP

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt