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A propósito de um pseudo ensaio:

16. 06. 29

Publicamos e-mail recebido hoje do nosso leitor Miguel que reflete o estado esquizofrénico, sociopático e egocentrista de Luís Júdice, analogamente relacionado com o seu educador Arnaldo Matos.

“Guerra do Povo à Guerra Imperialista”, publicado no “LUTA POPULAR”, jornal outrora acarinhado pelo povo e, agora, nas mãos de uma clique empedernida e bafienta incapaz de vislumbrar as constantes mudanças ocorridas no mundo. Vivem às avessas no seu limbo de tresloucados, leem os clássicos, mas não os entendem e muito menos serão capaz de os interpretar ou compreender.

Em primeiro lugar, o texto assinado por Júdice é tudo menos um ensaio, na verdade nada tem de original ou inovador, muito menos vislumbre de ciência. Para quem não sabe um ensaio deverá ter como características fundamentais: “Pensamento original; busca de um pensamento original; teoria que se julga inovadora.” Na aceção de Ortega e Gasset é “Ciência sem prova explícita.”

Na verdade o escrito do “LP” pega numa “velha” Ideia, muito querida dos marxistas, palavra de ordem correta, mas que é preciso saber adequar ao contexto e às situações. A mentira para ser aceite tem de levar à mistura alguma coisa de verdade, como nos ensinou e bem o poeta Aleixo, foi isso que fez o escriba do jornal, misturou verdade com mentira.

Na verdade, os povos devem opor-se às guerras imperialistas. A frança, a Alemanha, a Rússia, etc. são potências imperialistas e devem ser expulsas dos locais de opressão. 

Mas os atentados que os ultras fascistas do “Daesh” fazem em nome de uma visão ortodoxa e bárbara do alcorão não é “Guerra do povo à guerra imperialista”, até porque os alvos são sempre os cidadãos anónimos, raramente o poder opressor. 

E poderá libertar- se de forma consciente e humanista uma civilização que quer dominar e extinguir outra?

Merece a solidariedade proletária a matança indiscriminada de pessoas?

O texto de Júdice diz que sim, e isso é falso, trata-se de uma interpretação grosseira e deturpada dos princípios marxistas, estamos perante a verdadeira liquidação dos princípios marxistas e da revolução atrelando-os ao pior dos terrorismos, o terrorismo religioso e obscurantista.

A farsa mereceu as “loas” do “LP”, não nos deve espantar, ela sintetiza (OH, quanta originalidade) tudo o que por estes dias “ Espártaco” tem escrito sobre os ataques terroristas.

E já agora, aos que persistem em alimentar “ A noite das facas longas” iniciada a 6 de Outubro, deixo-lhes o ditado que inspirou uma das mais conhecidas farsas de Gil Vicente:

"Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube."

Miguel 

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt