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Sem congresso, Arnaldo elege o seu paralítico comité central na clandestinidade, no covil da Avenida Brasil

16. 07. 10

Do nosso correspondente, presente no local.

Pelas 07 da manhã, passei pela Avenida do Brasil e deparo-me com a seguinte propaganda: na montra principal estava artisticamente pintado “Hoje reunião dos traidores” e um cartaz na porta “Arnaldo Matos o chulo do PCTP/MRPP”. Perante tal publicidade, quis assistir ao espectáculo. E por ali fiquei.

Bem cedo, surge o Alentejano Preguiça armado de cajado. Pensei que poderia ser o segurança daquele evento.

Poucos minutos depois, aparece a secretária pessoal do (a)fundador. Então? E as 35 horas e os dias de descanso hipocritamente defendidos pelo AM?

Provavelmente para tratar de algum assunto legal, chega o advogado Horácio Coimbra.

Quase em simultâneo, chega o homem do Maciço que diz que é vermelho, o tal Bento. 

Tal uma vedeta no festival de Cannes, chega o Arnaldo com o seu lulu, Carlos Paisana. Ao mesmo tempo, chega Regina e Maria Paula que quase abafa Preguiça com os seus abraços viscosos. Gostava que o Preguiça lhe tivesse dado uma cajadada.

Chega Camacho.

E de repente, o frenesim. Horácio Coimbra tenta furiosamente arrancar o cartaz. O cão Carlos Paisana gesticula, braceja tal um fantoche à beira de um ataque de nervos. Bento, de Sonasol na mão, esfrega freneticamente a montra. 

Carlos Paisana e Arnaldo Matos saem do local de limpezas, em desespero. Serão alérgicos ao Sonasol?

Chega Luís Júdice, o vaidoso. 

Chega José Camões, mais conhecido por Barros, o guarda-costas iletrado.

Chega Manuela Parreira. Aquela que um dia sai, noutro entra, volta a sair. Será que ela aguenta o evento sem de demitir / readmitir?

As limpezas continuam. Bento continua a esfregar a montra. Surge Maria Paula de balde vermelho na mão.

Chega o Alberto Lopes. O que foi corrido por Arnaldo por ser amigo do policia.

Maria Paula e Horácio Coimbra continuam a limpar. 

Luís Júdice, para não se cansar muito, finge que limpa restos mortais do cartaz.

Chegam os Cascalenses Maria, Roquete e Pacheco.

E surge Cidália Guerreiro, moldada numas calças verdes. Deve vir com esperança de liquidar o que ainda resta do partido. Encontra a sua amiga, Adelaide Teixeira enquanto o bom samaritano Luís Júdice ajuda duas jovens a entender os transportes públicos. 

Arnaldo Matos e o seu lulu Carlos Paisana regressam, desta vez não num Mercedes mas num modesto Renault Clio.

A acção de limpeza terminada, ingressam todos para o covil, para consumar o acto de traição.

Agradecemos ao nosso correspondente e aproveitamos para citar os nomes do apaniguados e arregimentados pelo Arnaldo Matos para constituir o seu comité central:

Arnaldo Matias de Matos
Carlos Paisana
João Preguiça
Luís Júdice 
Horácio Coimbra 
Carlos Pacheco
Alberto Lopes 
Maria Paula Matos
Cidália Guerreiro
Adelaide Teixeira
Maria Roquete
José Luís Roquete
Bento “Maciço”
Manuela Parreira
José Camões
Regina
Camacho

Desta lista, apenas dois foram legalmente eleitos no último congresso.

Mudem eles de nomes ou de pseudónimos, estes são os verdadeiros liquidacionistas.

Note-se as seguintes ausências: Álvaro de Abreu, Artur Antunes, João Pinto e Carlos Gomes. Terão sido expurgados? 

Este domingo, 10 de Julho de 2016 ficará marcado na história do PCTP/MRPP por mais uma golpada de Arnaldo Matias de Matos.

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt