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Os comunistas bons são os comunistas mortos

16. 06. 24

Fruto da crescente oposição à actuação de Arnaldo Matos como chefe do partido, foi-nos enviado este vídeo gravado no cemitério da Ajuda em 12 de Outubro passado.

Convém lembrar que depois de mais de trinta anos sem comparecer nas romagens, que todos os anos os militantes do partido sempre efectuaram em honra de Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa, Arnaldo Matos resolveu, desta vez comparecer para falar com os mortos e atacar os vivos.

O seu monólogo com Ribeiro Santos, assassinado pela PIDE em 1972, tem tanto de patético como de esclarecedor, ao afirmar que de entre os actuais militantes do partido ninguém estaria disposto a dar a vida pela revolução. É que torna-se assim mais compreensível o elogio recente de Arnaldo Matos à coragem dos “mártires jiadistas”, e o apoio às acções do DAESH e do estado islâmico apresentados como um exemplo de luta anti-imperialista.

Mas por detrás da retórica da disponibilidade para dar a vida pela revolução está escondida a obediência cega ao chefe, o seguidismo ideológico acrítico e subserviente que o “grande educador” sempre soube impor aos que o seguiam.

amvidinha

 

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt