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A pasmaceira em que se tornou o PCTP/MRPP

in Arquivo
16. 11. 03

arnaldosanto

A pasmaceira em que se tornou o PCTP/MRPP

Já fez um ano em 6 de Outubro de 2016, que o toque de finados pelo PCTP/MRPP soou pela primeira vez, anunciado pelo vigário da diocese da Avenida do Brasil, Arnaldo Matias de Matos, mais conhecido como (a)fundador de um partido comunista de ideologia marxista-leninista, que desde esse dia fatídico para todos os trabalhadores portugueses, deixou de o ser e converteu-se numa espécie de seita, onde os doutrinados se regem pelo autoritarismo do seu vigário, sem poderem, e alguns também não o querem, contestar o caminho tortuoso que tem ao longo destes meses sido percorrido por este bando.

Depois de uma derrota estrondosa nas Eleições dos Açores, os poucos que ainda davam a cara pelo partido, desapareceram misteriosamente do triângulo das Bermudas português formado pela Avenida do Brasil, Avenida Elias Garcia e Avenida 5 de Outubro, não se sabendo se foram exterminados, expulsos, postos na prateleira ou se por um qualquer desígnio dos deuses, se juntaram aos chamados liquidacionistas.

Os pouquíssimos obedientes e medrosos que ainda vão aparando as golpadas, alguns sem o saberem, do déspota que se apoderou (qual pirata zarolho assaltante dos antigos galeões) do partido que era comunista e dos trabalhadores portugueses e se tornou num fantasma de partido, lá vão calcorreando a via-sacra a caminho do Calvário onde, como cordeirinhos mansos, serão “crucificados”!

Sem um Comité Central, sem qualquer dirigente saído de um Congresso e sem qualquer comité regional que sustente o trabalho, tão apregoado e que foi motivo acusador, das células que deveriam ter sido criadas nas fábricas e nas empresas, sustentáculo de um partido operário e municiador de trabalhadores para as lutas que continuam na ordem do dia, só se pode chegar à conclusão que o fim do caminho está a chegar a uma velocidade supersónica.

Com uma falta de trabalho gritante ao nível das massas e caindo progressivamente no esquecimento de todos os cidadãos põe-se a questão: Arnaldo Matias de Matos, além de sofrer de esquizofrenia também sofre de amnésia porque, primeiro já não se lembra que prometeu a realização de um Congresso, arranque primordial da constituição de um verdadeiro Partido Operário, isto palavras de sua santidade, segundo, a frase “Por um Governo Democrático e Patriótico”, lema de batalha de outros tempos também já foi para as urtigas, e terceiro, só resta a Arnaldo Matias de Matos seguir para o caixote do lixo da história.

Ora, este indivíduo com este comportamento só lhe falta a auréola para ser “santo” mas, enquanto na sacristia forem caindo as tão saborosas “esmolas”, de certeza absoluta que esta “sumidade” irá ainda durante algum tempo apregoar as loas no “seu” jornal, apelando aos seus poucos fiéis e seguidores, um qualquer milagre da transformação de um partido dito comunista de meia dúzia de religiosos, na vanguarda activa da classe operária.

Maria Jesus dos Santos

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt