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Eleições Regionais nos Açores - Se na Madeira o partido morreu na praia nos Açores afogou-se ao largo

in Arquivo
16. 10. 17

arnaldoacores

Eleições Regionais nos Açores
Se na Madeira o partido morreu na praia 
Nos Açores afogou-se ao largo

Apesar de concorrer no dobro dos círculos eleitorais dos Açores o PCTP/MRPP obteve ainda assim cerca de 50 votos a menos do que os obtidos nas eleições de 2012.

Sob a direcção de Arnaldo Matos o partido enviou, para apoiar os camaradas locais na elaboração das listas, uma brigada que percorreu várias ilhas do Arquipélago durante cerca de duas semanas.

Uma outra brigada voltou a partir de Lisboa para participar na campanha eleitoral, tendo como tarefa principal a distribuição de um “livrinho” com oitenta páginas, de autoria de Arnaldo Matos com os programas para as várias ilhas.

Apesar das muitas promessas eleitorais, desde um hospital e uma maternidade em todas as ilhas até à subida das pensões e reformas para um mínimo de 600 euros, os açorianos deram nestas eleições um apoio menor ao vasto programa de Arnaldo Matos do que ao curto programa apresentado há quatro anos.

O partido desta vez não se pode queixar da comunicação social já que, segundo o que o próprio Arnaldo Matos escreveu no Luta Popular Online “muitos órgãos da comunicação regional têm trazido notícias sobre o programa do partido, e têm dado cobertura às actividades políticas do PCTP/MRPP, ao contrário das anteriores eleições no tempo dos “liquidacionistas”.

Ora só em S. Miguel o partido perdeu 113 votos, (de 272 para 159). A participação de Garcia Pereira na campanha nesta ilha em 2012 justifica certamente esta diferença de votos.

O que irá certamente aumentar e muito serão as dívidas do partido, causadas pelos gastos desregrados em viagens e estadias e por meios de propaganda editados para ninguém ler.

Por uma derrota muito menor que esta, nas eleições nacionais de 2015, Arnaldo Matos impôs a demissão de todo o Comité Permanente do Comité Central. Se não fosse um oportunista sem carácter Arnaldo Matos deveria demitir-se já dos cargos para os quais se auto elegeu. Mas muito provavelmente iremos assistir à responsabilização de um qualquer bode expiatório…

Director: Carlos Fidalgo - carlos.fidalgo.10@sapo.pt